Spider Man – Ryoichi Ikegami

“Com grandes poderes vem grandes adaptações!”

Nos anos sessenta o homem-aranha tomou de salto os quadrinhos americanos, fazendo um enorme sucesso e tornando-se um dos personagens mais queridos da Marvel Comics! É claro que ele não ia ficar quietinho, tecendo teias só nos Isteites, ele tinha que se espalhar pelo mundo! E um destes países foi, obviamente, o Japão.

Infelizmente, as comics dele nunca fizeram muito sucesso por lá. Os japoneses, acostumados com a linguagem de manga de Osamu Tezuka, simplesmente não conseguiam entender o ritmo esquisito de narrativa gráfica dos comics, o excesso de texto e a lógica em se comer sucrilhos pela manhã. Ninguém fazia isso na japa naquela época!

Por isto, seus quadrinhos foram adaptados pelo jovem desenhista estreante Ryoichi Ikegami, bem conhecido pelos seus mangás de ação, porrada e putaria! E aí você olha para estas imagens que estou mostrando no post e pensa: “Caraaaaalho, a arte deste manga do Spider Man deve ser muito foda!” Ledo engano… eu disse que Ikegami ainda era um iniciante, né? Por isto o mangá original tem uma arte bem ruizinha. Mas estas imagens aqui são as capas e imagens coloridas fodas que ele fez posteriormente para o encadernado, décadas depois!

Este mangá recebeu outras capas, ainda mais novas e fodas, com o advento da filmografia da Marvel, no início deste século. Mas, infelizmente, achar estas imagens em alta é praticamente impossível!

Por isto, peço desculpas de antemão (desculpa o caralho! Eu tentei!) pelo tamanho pequeno das imagens das capas mais novas. Mas enfim, elas estão aí para registro da arte fodona do cara!

Este último abaixo é do Noriyoshi Orai, mas resolvi incluir no bolo porque faz parte da mesma série – e foi feita em 1975, época que o traço do Ikegami ainda tava amadurecendo.

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DC Bombshells – Vários

O que é uma “Bombshell”? Traduzindo literalmente, bombshell é “granada explosiva”. Mas o termo começou a ser utilizado nos anos 40 e 50 para definir uma mulher muito bonita, que seria, literalmente, um “estouro”!

A DC comics fez, há algum tempo atrás, um evento de realidade alternativa onde os seus personagens eram colocados dentro do contexto dos anos 40-50. O resultado visual foi muito interessante, embora o roteiro não tenha sido lá estas coisas.

Não importa! As ilustras deixadas por vários artistas valeu a pena! Não só ilustra, mas também estátuas colecionáveis muito lindas! Aqui está uma pequena amostra retirada diretamente do livro The Art of DC Comics Bombshells. Confira!

Vampirella – Jim Silke e Adan Hugues

Vampirellaça é conhecida por sempre atrair a atenção não só de leitores, mas também de ilustradores. Todo desenhador especialista em mulheres zenzuais vai, invariavelmente, fazer uma arte da Vampirella!

E neste post vamos conferir a obra de dois caras. O primeiro é Jim Silke! Curtam suas pranchas logo abaixo!

A partir de aqui, começam as pranchas de Adam Hugues, este muito conhecido por fazer belas capas para super heroínas.

E, agora, empresta seu traço para uma super anti-heroína!

Rafael Desoto – Uma Teia de Influências

Tomem cuidado com a aranha que tece a teia!

Rafael Desoto foi um pintor e ilustrador nascido em Porto Rico que ficou famoso com suas contribuições para revistas pulp diversas nas décadas de 30, 40 e 50. Entre os vários títulos para os quais ele trabalhou, seu trampo mais famoso foi emprestando seu talento para a revista do personagem The Spider – uma cópia descarada do Sombra.

Aqui você aprecia algumas de suas pranchas mais legais. Curtam!

“Vem pro pau, soldadinho mequetrefe!”

Vittorio Reggianini – O Cotidiano em Cetim

A arte de flanar da burguesia e de dar zero fodas para quem se incomoda por isso!

Vittorio Reggianini foi um pintor italiano especializado em retratar a vida da classe burguesa do século XVIII, sem falar que ele é extraordinário em reproduzir o brilho dos tecidos de sedas! Você pode ver algumas destas pranchas, sempre mostrando a galera se divertindo e se refestelando.

Ô vida boa! Mas as telas deles guardam outros segredinhos! Como esta abaixo:

Aqui você vê uma moça levando um lero com um cara enquanto suas amigas estão no fundo da cena apreciando uma tela escondida. Bem, nesta época era comum algumas telas de cunho erótico serem pintadas para clientes privados e depois cobertas com cortinas, sendo só reveladas em ocasiões especiais.

Ou seja: a mulherada tá vendo pornografia enquanto a amiga ajuda a distrair o mané que tá achando que tá lidando com moças muito inocentes!